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São José “aquele que acrescenta”

Desenho Animado

São José “aquele que acrescenta”

São José era carpinteiro na Galiléia e marido da Virgem Maria, protetor da Sagrada Família, foi escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo. Esteve ao lado de Maria em todos os momentos, principalmente na hora do parto, que aconteceu em um estábulo, em Belém. Educou e protegeu o menino Jesus, com o amor de Deus-Pai. São José foi um homem justo, trabalhador e exemplo de pai. A simplicidade e a fidelidade fizeram de São José o protetor escolhido para Maria e para o próprio Jesus, bem como para todos nós.
“O Anjo do Senhor manifestou-lhe, em sonho, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua Mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo.” Mt 1,20

O significado do nome José

É “aquele que acrescenta”, “acréscimo do Senhor” ou ”Deus multiplica”. O nome José tem origem no nome hebraico, Yosef, que significa “Ele acrescentará”, referindo-se a Deus.

A Genealogia de José

Mateus, o evangelista, segue a linhagem de José segundo a lei, remontando a Salomão, filho de Davi; Lucas, por sua vez, estaria seguindo a linhagem consanguínea de Jesus, por meio de Maria, esposa de José, mencionando Natã, filho de Davi. Como não havia designação própria para genro, José teria sido considerado um filho de Eli por ter se casado com Maria, filha de Eli. A interpretação é compartilhada pela Igreja Católica, cuja tradição considera ser Eli (Eliaquim ou Joaquim) o pai de Maria.

A Morte

Quando Jesus começou sua vida pública lá pelos 30 anos, muito provavelmente José já era morto. De fato, sua presença não é mencionada depois do segundo capítulo de Lucas. Soma-se à suposição o fato de que, quando Jesus é crucificado, este confia Maria ao seu discípulo amado, o qual, segundo o evangelista João, “A partir dessa hora, a recebeu em sua casa”: uma preocupação que não teria sentido se José ainda fosse vivo.

Os evangelhos canônicos mantêm-se silenciosos em relação ao término da vida de José. Há, contudo, livros apócrifos que relatam como teriam sido as horas derradeiras do pai adotivo de Jesus. Um exemplo é a narrativa apócrifa História de José, o Carpinteiro, escrita entre os séculos VI-VII, e que descreve detalhadamente o falecimento do Santo. Segundo o escrito, composto em língua copta, José morreu no dia 26 do mês egípcio de epip (20 de julho no calendário gregoriano), aos 111 anos, gozando sempre de ótima saúde, “com todos os dentes intactos”, e trabalhando até seu último dia. Avisado por um anjo sobre a eminente morte, vai ao Templo de Jerusalém adorar a Deus e, no retorno, contrai uma doença fatal que o faz sucumbir. Extremado em seu leito, envolto pelo temor da morte, só encontra consolação em Jesus, o único que consegue acalmá-lo. Circundado pela esposa e pelos filhos de um primeiro casamento, sua alma é arrebatada pelos Arcanjos Miguel e Gabriel e conduzida ao Paraíso.

“Nenhum dos que rodeavam José havia percebido a sua morte, nem sequer minha mãe Maria. Eu confiei a alma do meu querido pai José a Miguel e a Gabriel, para que a guardassem contra os raptores que saqueiam pelo caminho e encarreguei os espíritos incorpóreos de continuarem cantando canções até que, finalmente, depositaram-no junto a meu Pai no céu. ”

De acordo com o apócrifo, o próprio Jesus teria banhado e ungido com bálsamo o corpo de José, pronunciando sobre ele uma bênção.

— História de José, o Carpinteiro, XXIII.

O texto está estruturado como uma explicação dele no Monte das Oliveiras sobre a vida de São José, seu pai. Concordando com o dogma da virgindade perpétua de Maria. José é encarregado de cuidar de uma virgem, Maria. Ela passa a viver em sua casa e o ajuda a cuidar de seus filhos menores, Tiago e Judas, até completar a idade de 14 anos e meio, quando ela poderá se casar.

O texto prossegue com uma paráfrase do Evangelho de Tiago, parando no ponto do nascimento de Jesus. O texto afirma que José foi milagrosamente abençoado com uma juventude mental e física, morrendo somente com a idade de 111 anos. Seus filhos mais velhos, Justo e Simão, se casaram e tiveram filhos, assim como suas filhas, que mudaram então para as casas dos maridos.

A morte de José toma um espaço considerável do texto. Ele primeiro faz uma extensa oração, incluindo em suas últimas palavras uma série de lamentações sobre os pecados da carne. Aproximadamente metade da obra é coberto por esta “cena”, na qual o anjo da morte, assim como os arcanjos Miguel e Gabriel aparecem para ele. No final do texto, Jesus afirma que Maria permaneceu virgem por toda a vida ao chamá-la de “minha mãe, virgem imaculada”.

Não se sabe ao certo onde se encontram os restos mortais de São José. Nas crônicas dos peregrinos que visitaram a Palestina, se encontram algumas indicações acerca do sepulcro do Santo. Duas delas apontam Nazaré e outras duas, Jerusalém no Vale do Cédron. Não existem, no entanto, argumentos consistentes que respaldem nenhuma das alegações.

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